Você sabe o que está colocando no carrinho?
Ao entrar no supermercado é comum ser bombardeado por rótulos coloridos com termos como “Diet”, “Light” e “Zero”.
E uma das grandes dúvidas que surge no meu consultório é: eles são realmente melhores? qual o melhor?
A resposta curta é: nem sempre e depende de cada organismo
Abaixo, explico as principais diferenças e como fazer escolhas mais inteligentes
Alimentos Diet
Originalmente, os alimentos Diet foram criados para atender a grupos com condições metabólicas específicas, como o diabetes. Portanto, a principal característica deste produto é a retirada total de um nutriente (geralmente o açúcar), que é substituído por outro ingrediente.
Apesar disso, é fundamental ter cautela. Quando a indústria retira o açúcar de um chocolate diet, por exemplo, ela frequentemente adiciona mais gordura para manter a textura e a palatabilidade. Consequentemente, o produto pode acabar sendo mais calórico do que a versão tradicional. Em suma, o termo “diet” não é sinônimo de emagrecimento, mas sim de restrição de um componente específico.
O conceito Light
Diferente do diet, o alimento Light não precisa obrigatoriamente retirar um nutriente por completo. Para que um produto receba este selo, ele deve apresentar uma redução de, em algum de seus componentes (calorias, gorduras, açúcares ou sódio) em comparação à versão convencional.
Por exemplo, um requeijão light pode ter menos gordura, enquanto um refrigerante light pode ter menos calorias. Nesse sentido, eles podem ser aliados interessantes em estratégias de emagrecimento, desde que o consumo seja moderado. Contudo, o erro comum é acreditar que, por ser “mais leve”, pode-se comer o dobro da quantidade, o que anula qualquer benefício da redução calórica.
A ascensão dos produtos Zero
Os produtos Zero surgiram como uma evolução do conceito diet. Eles prometem a exclusão total de algum nutriente (açúcar, gordura ou sódio) e, em muitos casos, apresentam um valor calórico insignificante.
Todavia, a grande questão reside no que é colocado no lugar. Para manter o sabor doce sem usar açúcar, a indústria utiliza adoçantes artificiais e aditivos químicos. Além disso, em versões salgadas, o sódio costuma aparecer em quantidades elevadas para conservar o alimento. Dessa forma, embora pareçam inofensivos para a balança no curto prazo, o consumo excessivo de ultraprocessados “zero” pode inflamar o organismo e desregular a sinalização da saciedade.
O olhar da Nutrição Funcional
Primordialmente, priorize a “comida de verdade”. Afinal, um alimento in natura sempre será superior a qualquer versão processada, independentemente do selo que ela carregue. Por outro lado, entendo que a praticidade do dia a dia exige escolhas rápidas.
Saber a diferença entre Diet, Light e Zero é o primeiro passo para retomar a autonomia sobre suas escolhas alimentares.
O equilíbrio é a chave. Não existem vilões absolutos, mas sim contextos onde determinados produtos se encaixam melhor do que outros.




